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Pingo e Eu

  • Foto do escritor: Nádia Isaac da Silva
    Nádia Isaac da Silva
  • 9 de nov. de 2022
  • 3 min de leitura

Essa é a história de uma nutricionista que desenvolveu o comer emocional quando seu pet ficou doente.




Hoje gostaria de compartilhar com vocês uma experiência que tive no mês passado. Sou mãe de duas crianças de quatro patas lindas, o Pingo (5 anos) e a Kiara (10 anos). Eles são os amores da mamãe, meus companheiros, meu apoio durante o isolamento na pandemia.

Em uma certa manhã meu filho Pingo estava muito triste e não queria comer, no dia seguinte começou apresentar sintomas de vômito e diarreia, a ingestão de alimentos estava comprometida, ele não conseguia beber água.

Tive que sair correndo para o hospital veterinário, ele foi examinado e a internação foi feita com o objetivo de cessar os sintomas e investigar a causa.

Depois de dois dias ele recebeu alta com diagnóstico de gastrite grave e sobrecarga hepática. Sim leitores desse Blog, cãozinho de nutricionista também tem problemas no trato digestório.


"cãozinho de nutricionista também tem problemas no trato digestório "

A recuperação foi um processo muito difícil, administração de seis medicamentos e alimentação muito limitada, feita por meio de seringa, em horários determinados . Eu tive que remanejar o horário de consulta dos meus pacientes para conciliar trabalho e rotina de tratamento do Pingo. Já estava me esquecendo, sou mãe solteira, então, a gente se vira como pode. O progresso era lento, o sentimento de que iria perdê-lo somado com a rotina de cuidado me levou ao comer emocional. Para aliviar tudo isso comecei a consumir mini salgados congelados que sobraram do meu aniversário e as vezes ia na padaria comprar chocolate. Eles eram perfeitos para o momento, práticos e fontes de prazer, aliviavam minha preocupação com a saúde do meu pet e também a tensão da rotina de tratamento e trabalho do consultório.

"Para aliviar tudo isso comecei a consumir mini salgados congelados que sobraram do meu aniversário e as vezes ia na padaria comprar chocolate."

Depois de quinze dias meu pet começou a reagir, as coisas começaram a voltar ao seu devido lugar e a necessidade de me alimentar com salgados congelados e chocolate passou. Eles serviram como válvula de escape. Depois disso percebi que minhas calças ficaram mais apertadas, não poderia ser diferente, o ganho de peso foi inevitável.

Não fiquei surpresa, era esperado, não quis subir na balança para saber quantos quilos ganhei, eu sabia que esse ganho de peso foi por causa de um período atípico, não era a regra e que retomando minha rotina, iria perder peso. O mais curioso foi que mesmo tendo total compreensão do processo de ganho de peso eu comecei a ter sentimento de culpa. Eu senti muita culpa pelo ganho de peso. Todo o cuidado que tenho com meus pacientes no acolhimento de suas dores relacionadas com a alimentação não estava disponível para mim. Depois de um tempo, percebi que não estava tendo compaixão com a pessoa que deveria acolher de forma incondicional "EU".


"Eu senti muita culpa pelo ganho de peso, depois de um tempo, percebi que não estava tendo compaixão com a pessoa que deveria acolher de forma incondicional "EU"."

Entendi que esse era o momento de me apoiar e somente depois de praticar a autocompaixão a culpa foi embora. Desta história tive uma lição importante. Devemos nos permitir sentir, acolher nossas emoções e desenvolver a autocompaixão. Quando temos contato com nossas emoções podemos ressignificar nossas experiências. Somente quando trabalhamos nossas emoções deixamos de utilizar os alimentos como ferramenta de apoio emocional.


"Entendi que esse era o momento de me apoiar e somente depois de praticar a autocompaixão a culpa foi embora."

Eu compartilhei minha história para lembrá-los de que qualquer pessoa pode desenvolver comer emocional, e se isto acontecer com você, não se culpe, se acolha, peça ajuda de um profissional. Um abraço a todos e até o próximo post.



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